UFERSA se prepara para ser referência no RN em análises químicas de precisão da água, solos e plantas

Equipamento no valor de R$550 mil foi destinado por meio de emenda parlamentar pelo deputado federal Beto Rosado

Beto_Comissao_Meio_Ambiente

Um equipamento capaz de determinar, a partir de amostras líquidas ou sólidas, a presença de diferentes elementos, de maneira simultânea e em um curto espaço de tempo, está previsto para chegar à Universidade Federal Rural do Semiárido, em 2019. O Espectrofotômetro de emissão Óptica por Plasma acoplado indutivamente (ICP-OES) colocará a instituição numa posição de destaque  no Rio Grande do Norte.

Com este equipamento será possível detectar frações de até 1 parte por bilhão (ppb) presentes em amostras líquidas ou sólidas.  Isso significa a independência de nossa região para análises da água do mar, do sal produzido e do rejeito (aquilo que é descartado). Atualmente isso é realizado apenas em grandes centros da região sudeste.

O equipamento irá equipar o Laboratório de Solo, Água e Planta, construído recentemente com o apoio da Finep – Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa, e atenderá aos programas de pós-graduação em Manejo de Solo e Água; Fitotecnia; Ciência Animal; Ambiente, Tecnologia e Sociedade; Ecologia e Ciência e Engenharia de Materiais.  “Podendo ainda contribuir em várias áreas da graduação como: Agronomia, Veterinária, Zootecnia, Química, Física e Engenharia de Materiais”, informou o professor de pós-graduação Francismar Medeiros.

A aquisição do espectrofotômetro se deu por meio do deputado federal Beto Rosado que colocou no Orçamento Geral da União de 2018, emenda no valor de R$550 mil. A destinação do equipamento à universidade acontecerá por meio de empenho do Governo Federal, via Ministério da Educação, no final deste ano.

“Além da importância do equipamento para o desenvolvimento científico e tecnológico da UFERSA, o laboratório também irá prestar serviços para os setores produtivos da região, como setor agrícola, petrolífero, mineral e salineiro. Fico muito feliz em poder contribuir para isso”, afirmou Beto.

O espectrofotômetro e o sal

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal do país. A partir de uma análise precisa dos elementos contidos na água do mar, ao longo do processo de produção do sal, por exemplo, um subproduto denominado de águas mães é despejado de volta para o mar.  Com a chegada do espectrofotômetro à universidade, será possível realizar análises químicas de aproximadamente 30 elementos, simultaneamente, com uma única amostra, e ter o controle químico preciso dos componentes que poderão ser reutilizados na formulação de outros subprodutos.

“Considerando apenas as águas mães, temos a possibilidade de reutilizarmos 1,7 milhões de toneladas por ano, que atualmente são devolvidas para o mar, em produtos como fertilizantes, aditivos alimentares para animais, hidróxido de cálcio que é utilizado na produção de papel, tecidos e detergentes, entre outros”, explicou o Professor visitante sênior Clodomiro Alves Junior.

O envio dos recursos representa um marco importante na construção de um grupo multidisciplinar, reunindo pesquisadores, empresários, estudantes e a comunidade em geral, com o propósito de desenvolver pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, que amenizem ou solucionem os problemas da região do semiárido. Por meio do grupo, pretende-se criar na universidade o primeiro Centro de Pesquisa e Tecnologia do Sal (CPTSal).

“Queremos implantar um centro de excelência em pesquisa e formação profissional na cadeia produtiva do sal, com estrutura física para laboratórios, salas de aula, auditórios, museu e salina experimental”, disse o professor.

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