Empresários de Mossoró apoiam luta de Beto Rosado pela exploração dos poços maduros

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Um grupo de empresários, liderado pelo presidente da CDL Mossoró,Getúlio Vale, conversou em Brasília com o deputado federal Beto Rosado (PP). Na reunião, foram discutidas a liberação dos campos de baixa produção da Petrobras para a iniciativa privada e a utilização dos poços desativados para extração de água.
Os empresários demonstraram apoio à luta do deputado para que a Petrobras promova a abertura dos poços maduros de petróleo e gás para a iniciativa privada. O objetivo é retomar as vagas de empregos fechadas com a falta de interesse da companhia pelos campos de baixa produção. Somente nos últimos anos, mais de 12 mil técnicos foram demitidos em Mossoró.
O empresário Tasso Rosado justifica o apoio ao trabalho do deputado. “A Petrobras, como empresa comercial, tem o objetivo do lucro e percebeu que a exploração dos poços de pequena produção tornou-se inviável, pelo custo da estrutura que possui. No auge da exploração em terra, o petróleo foi vendido a U$ 140,00 o barril. Hoje, o barril custa pouco mais de U$ 48,00. A solução seria passar esses campos para as pequenas empresas, que tem uma estrutura menor e uma margem de lucro maior”, destacou.
Além de apoiar a luta pela abertura dos poços maduros, o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Getúlio Vale, levou uma solicitação do grupo ao deputado. Ele pediu uma articulação junto à Petrobras, para que a estatal disponibilize os poços desativados por falta de petróleo para extração de água.
“Nós temos na região uma série de poços desativados que podem ser utilizados para extração de água. A perfuração de um poço custa caro e poderíamos aproveitar os que já existem. Esse trabalho deve ser feito em parceira entre prefeitura e governo do estado, a partir do revestimento dos poços e adequação de equipamentos”, explicou o presidente. Beto Rosado comprometeu-se a ajudar.
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4 comentários sobre “Empresários de Mossoró apoiam luta de Beto Rosado pela exploração dos poços maduros

  1. Olá excelentíssimo senhor deputado! Tenho alguns questionamentos quanto às ações desta frente parlamentar.Quais serão as condições de liberação destes poços de baixa produção para a iniciativa privada?
    Eles estão de fato dispostos a manter os mesmo níveis operacionais, questões ambientais e segurança operacional e pessoal aplicados hoje pela Petrobras nestes campos?
    Outra preocupação é referente aos métodos que serão usados por estas empresas para o aumento da produção? A Petrobras com toda sua experiência no petrolífero não tem condições e estrutura hoje para realizar este incremento da produção?
    O método de aumento da produção está ligada ao fraturamento hidráulico em larga escala na região destes campos?
    Estes empresários têm ciência dos impactos destas operações se forem realizadas sem estudos especifico para cada formação
    Quanto à questão do lucro, qual seria a diferença?
    Porque uma empresa privada teria um lucro maior do que a Petrobras?
    Uma vez que as técnicas de extração seriam as mesmas para todas as operadoras, a diferença não estaria no ferramental, então só me levar a pensar em salários mais baixos e redução de efetivo.
    Quanto aos poços que serão completados para produzir água.
    Este grupo tem noção dos custos necessários para realizar esta mudança e sem falar nos custos operacionais e de manutenção destes poços.
    Estas empresas têm planos de projetos sociais para desenvolver na região como a Petrobras hoje tem? Essas empresas também podem assumir estes projetos sociais também? Caso contrario teremos um impacto social na região.
    Outro ponto interessante a ser levado em consideração é a questão do conhecimento das empresas no setor petrolífero que irão trabalhar como operadoras destes campos. Não basta só o dinheiro, nossa história recente mostra a situação do empresário do ramo de mineração Eike Batista que entrou para o setor de petróleo sem o preparo e o conhecimento adequado para o setor e todos sabemos o fim desta história.
    Seria melhor avaliar com cuidado estas situações, e penso que seria interessante ouvir a categoria petroleira nestes assuntos. Por que não procurar o apoio dos trabalhadores também para que possam contribuir para o amadurecimento das idéias levantadas por esta frente parlamentar.

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  2. A julgar pelo volume de empregos gerados por barril produzido em Mossoró pela iniciativa privada tenho segurança em afirmar que, mesmo na comparação com o momento de baixa atual, a cidade perderá muitos postos de trabalho e os que restarem terão piores condições e remuneração inferior.

    Também é preciso considerar que a maioria dos poços com produção encerrada, senão todos, são impróprios para a produção de água com um mínimo de potabilidade. Corremos o risco de piorar a situação da já sofrida população desta cidade.

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    • Coutinho, nos últimos dias estive conversando com alguns especialistas na área e a maioria deles destaca a dificuldade que é extrair água desses poços desativados. O principal motivo é a salinidade. De qualquer forma, foi uma sugestão que recebemos e, como estamos no meio de uma crise hídrica sem precedentes, não poderíamos descartar sem antes conhecer mais a proposta.

      Sobre a exploração dos poços maduros, temos estudos recentes que norteiam a defesa da abertura para a iniciativa privada. A perspectiva é de retomada dos postos de trabalho caso as pequenas empresas assumam. Se continuar nas mãos da Petrobras, a tendência é de mais fechamento, pois a companhia perdeu poder de investimento.

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